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Citroën C3 automático: câmbio novo, vida nova

Com uma nova transmissão automática de seis velocidades, hatch premium da marca reforça suas qualidades

Está cada vez mais difícil adicionar o termo “premium” a qualquer tipo de carro. Talvez seja pelo excesso de uso da palavra, mas o fato é que um hatch que queira usar tal adjetivo não se pode dar ao luxo (sacaram o trocadilho?) de ter componentes mecânicos em descompasso com os seus principais concorrentes. O Citroën C3 automático era um desses carros ameaçados de ficar para trás. Mas agora ele trocou o câmbio de quatro velocidades por um de seis marchas e a vida mudou. Para melhor, caso queiram saber. Vamos ver como a novidade, avaliada na versão Exclusive topo de linha (R$ 65.490), se sai.

Marcha a marcha: o que mudou na mecânica?

Não foi apenas trocar o câmbio. O C3 passou por mudanças na entrega de desempenho para se adaptar melhor à transmissão de seis velocidades fornecida pela japonesa Aisin. Houve diminuição na potência no 1.6 16V flex com comando variável de válvulas, que foi de 122 cv para 118 cv com etanol (com pico a 5.750 rpm).

A Citroën ainda não deixou claro qual o motivo da redução, mas o mais provável é que tenha sido alterada a curva de torque para entregar mais força em rotações mais baixas, compensando o uso de marchas mais longas no câmbio por meio da intervenção na ação dos variadores de fase nos comandos de válvula. O torque máximo é de 16,1 kgfm a 4.750 rpm tanto com etanol quanto com gasolina.

Pesos e medidas

As novidades do Citroën C3 se concentraram embaixo do capô, então é natural que as suas medidas não tenham se alterado muito. O hatch tem 3,94 m de comprimento, 1,71 m de largura, 1,52 m de altura e 2,46 m de entre-eixos. O porta-malas é capaz de acomodar até 300 litros de bagagens. A versão Exclusive é a mais equipada da linha, portanto, também é a mais pesada, com 1.202 kg.

O que tem de bom?

De série, o C3 Exclusive traz direção elétrica, ar-condicionado automático, trio elétrico, porta-luvas refrigerado, banco do motorista com ajuste de altura, volante com regulagem de profundidade e altura, faróis de neblina, sensor de estacionamento traseiro, central multimídia sensível com tela sensível ao toque de 7 polegadas, para-brisa Zenith, volante revestido de couro, acabamento cromado nos espelhos e rodas de liga leve de 16 polegadas.

Relembrando meu primeiro carro de teste

Vocês podem achar que estou brincado, mas lá nos idos de 2008, quando eu peguei meu primeiro carro de teste como repórter aqui pelo iCarros, tal carro também era um Citroën C3 Exclusive automático - então na primeira geração do modelo. Desde então dirigi o hatch quando recebeu a segunda geração em 2012 e, mais recentemente, quando foi lançada a nova transmissão automática. Então podemos dizer que eu acompanhei bem a evolução do C3 nesses quase dez anos e me vejo mais uma vez à frente de um C3 Exclusive automático. Mas que evolução...

Às vezes, esse intervalo tão grande entre pegar o carro pela primeira e depois pela segunda vez faz com que as qualidades caiam no esquecimento. Mas basta a primeira volta para trazer tudo à mente de novo.

Olhando no passado, a versão Exclusive com câmbio automático era focada no conforto. Isso o C3 oferece com sobra. Os bancos dão bom suporte aos passageiros, o teto é bem alto e, no geral, a impressão é de que a cabine é bem arejada, ainda mais com o para-brisa Zenith, que se abre até o meio do teto.

O isolamento acústico é dos melhores na categoria e, com o carro em movimento, não dava para se ter uma percepção do mundo lá fora. A suspensão é claramente focada no conforto, tanto que cheguei a pensar que a minha rua tinha sido recapeada, pois os solavancos estavam menos irritantes que o normal. E ainda tem a direção elétrica, levíssima no trato.

Mas em qualquer retomada ou aceleração forte, o antigo câmbio automático de quatro velocidades quebrava esse ambiente agradável, forçando o motor a trabalhar em altos regimes para compensar a falta de mais marchas. Graças à nova transmissão de seis velocidades, isso não acontece mais. Raramente o C3 ultrapassa as 2.500 rpm e, usando o modo Eco (focado na eficiência), o limite é de 2.000 rpm a menos que o motorista pise mais forte.

Isso não só deixa a condução mais confortável e em linha com a proposta do hatch, como também deixou o carro razoavelmente econômico. A unidade avaliada estava abastecida com gasolina e, mesmo no trânsito pesado da capital paulista, obteve uma média de 9 km/l. Nada mal para um carro 1.6 automático que não tem foco específico na economia de combustível.

Claro que, mesmo fora do modo Eco, o câmbio não é o que se poderia chamar de ligeiro nas respostas e o motor tem um fôlego apenas “suficiente” para que o carro vá bem na cidade e rode na estrada. A troca de marchas ocorre de maneira imperceptível. O objetivo do C3, afinal, é trazer conforto no final das contas.

Algumas coisas já estão entregando a idade do projeto desse hatch da Citroën. É o caso do acabamento. Ele é visualmente agradável, mas abusa dos plásticos rígidos. O painel de instrumentos já está começando a cansar e os botões do controle de ar-condicionado automático já aparentam a idade que têm.

A tela multimídia é um avanço no projeto, tem boa resolução e é fácil de operar, mas peca por trazer o espelhamento de smartphones pelo Apple Car Play, para iOs, e Mirror Link, para Android. Nesse caso, um Android Auto seria mais que bem-vindo. No entanto, os botões físicos de controle da tela ficam abaixo do ar-condicionado em posição pouco ergonômica.

O mesmo aviso fica para os comandos do rádio e do controle de cruzeiro. Feitos por hastes atrás do volante. Eu sou o primeiro a apreciar um volante limpo, sem botões, como no Porsche 718 Boxster, mas em um carro urbano, a comodidade fala mais alto. Isso e a aparência da haste e botões dos controles de áudio não têm a mesma sensação de qualidade do resto da cabine.

Fonte: www.icarros.com.br








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